Em nossa primeira visita à Berlin, há mais de um ano atrás, fomos a um bar/restaurante à noite e, diante de um cardápio repleto de coisas aceboladas e « arrepolhadas », pedimos batata-frita. Para beber, queríamos experimentar a famosa cerveja berlinense com framboesa. O garçon, visivelmente chocado, ainda perguntou se tínhamos certeza. Sim, sim, é isso mesmo, respondemos.
Ao longo dos últimos meses, mesmo eu não sendo muito fã, acabei provando diversas cervejas, afinal, ainda não posso comprar um carro e chucrute não como de jeito nenhum, então era isso a fazer para vivenciar a experiência alemã (além de comer uma Bratwurst na Alexanderplatz). Sendo o segundo maior consumidor mundial da bebida, logo depois da República Tcheca, a Alemanha tem, muito basicamente falando, 8 categorias de cerveja – e cada uma das inúmeras marcas tem um sabor diferenciado: Altbier, Berliner Weisse, Bockbier, Export, Kölsch, Münchener, Pils e Weizenbier.
Para quem só via pilsen no Brasil, foi surpreendente experimentar uma Weizenbier (cerveja de trigo) da Paulaner. A suavidade do líquido encorpado descendo pela garganta joga qualquer pilsen para escanteio. Entrar em uma loja de bebidas alemã? Você se perde com a quantidade de marcas! Não dá para se ter idéia até efetivamente fazer isso. E, assim como os franceses determinam a qualidade dos pães por decreto, tal ocorre com a cerveja na Alemanha há séculos.
Mas, apesar da imensa variedade, eu permaneço sendo uma pessoa de hábitos. Nada como uma cerveja de framboesa, às vezes trocada pela de frutas do bosque e, agora, pelo lançamento da Berliner Kindl, groselha. As três cervejas para criança. Está explicada a reação do garçon.





